Trabalho doméstico alcança número recorde em 2019! Entenda

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Em 2019, o número de pessoas que optaram trabalhar como empregadas domésticas ou diaristas foi o maior já visto desde 2012. Isso significa que, com o passar do tempo, uma parte dessa parcela da população decidiu que esse era o melhor emprego disponível. Assim, esse grupo mudou de profissão. Uma outra parte talvez não tenha tido nem mesmo a possibilidade de escolher outra coisa. Tendo esses altos índices de pessoas aderindo ao trabalho doméstico, é interessante verificar a razão de as pessoas estarem trabalhando mais na área.

Antes de falarmos nisso, queremos trazer uma advertência. Não pense que a motivação para trabalhar como doméstica vem da regularização do trabalho. Apesar do volume recorde de pessoas, o número de diaristas com carteira de trabalho assinada é também o menor desde 2012. Esse número é bastante problemático. Quem trabalha formalmente ganha, em média, 68% a mais que os trabalhadores informais. Pensando em porcentagens parece muita coisa, mas estamos falando em uma diferença média que fica entre 755 e 1.269 reais.

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trabalho doméstico
Entenda o número recorde de pessoas migrando para o trabalho doméstico! (Foto: Veja)

Trabalho doméstico informal é o maior desde 2012: o que motiva as pessoas?

Bom, o contexto que apresentamos aqui é o de uma parcela da população brasileira que aderiu ao trabalho doméstico em vez de outras profissões. É o maior número observado em muitos anos, mas não só isso. Dentro desse grupo de indivíduos, há uma grande parcela que trabalha informalmente. Isso significa que há milhares de pessoas se submetendo a condições de trabalho não fiscalizadas. Ademais, ganham menos do que um salário mínimo. Tendo tudo isso em vista, é impossível não questionar ou ainda suspeitar o que leva uma pessoa a escolher essa vida.

Na verdade, é seguro dizer que para muita gente, a vida não necessariamente apresenta uma escolha. Há quem já nasça com seu destino traçado. Por outro lado, muitas pessoas que já haviam feito trabalho doméstico, mas migraram para outras profissões e precisaram retornar. Ttudo por conta da crise econômica. Com milhões de brasileiros desempregados “as pessoas, no geral, não viram domésticas porque gostam, mas porque vão perdendo outras opções.”. Essa é uma informação de Bruno Ottoni, pesquisador da Fundação Getúlio Vargas.

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Nesse contexto todo, é importante acompanhar os avanços da economia brasileira pós-crise. Há uma promessa constante de ofertas de emprego cada vez mais frequentes. No entanto, é necessário verificar que tipo de emprego será ofertado e a qualificação necessária para a admissão. Se há uma propaganda cada vez maior de melhora na economia, o trabalho doméstico informal deveria estar caindo e não o contrário.

Fonte: Estadão

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