Sem indício de corrupção: Saiba mais sobre a auditoria de 48 mi do BNDES

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Durante sua candidatura à presidência do Brasil, o presidente Jair Bolsonaro fez várias promessas eleitorais. Uma delas era “abrir a caixa preta do BNDES” (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Essa foi uma das principais promessas que o candidato fez no tocante à área da economia brasileira. De acordo com ele, seria possível fazer isso na primeira semana de governo. Contudo, já estamos no segundo ano de governo Bolsonaro e só agora a promessa foi cumprida. Mas a auditoria de 48 mi do BNDES não encontrou indícios de corrupção lá.

Explicamos o porquê de essa notícia ser relevante. Estamos falando aqui sobre uma questão de transparência no tocante aos gastos públicos do país em governos anteriores. Além disso, estão envolvidas questões sobre empréstimos do BNDES para outros países. Uma vez que desde 2008 o banco segue um protocolo de sigilo, muitos veículos de imprensa começaram a criticar a impossibilidade de acesso ao que acontece. É daí que surgiu o termo “caixa preta”; trata-se de uma crítica à movimentação secreta.

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auditoria de 48 mi do BNDES
Entenda a polêmica por trás da auditoria de 48 mi do BNDES! (Foto: Jornal de Brasília)

Contextualização histórica

De acordo com o banco, até então, o BNDES concedia as informações protegidas por sigilo apenas ao Tribunal de Contas da União. Contudo, um posicionamento do STF em relação ao BC em 2014 fez com que o BNDES entendesse que se continuasse a conceder ao TCU acesso a informações protegidas por sigilo bancário, isso poderia gerar questionamentos legais para o Banco e seus empregados. Mesmo assim, em 2015, o STF decretou que o BNDES deveria informar ao TCU os dados completos de operações de crédito variadas.

Nesse contexto, outro fato que contribuiu para o fortalecimento do termo “caixa-preta” ocorreu em 2012, quando o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior decidiu classificar os contratos de financiamento à exportação de bens e serviços de engenharia para Cuba e Angola como “secretos”. Isso gerou grande insatisfação popular e da imprensa, sentimento esse que foi utilizado na candidatura do presidente Bolsonaro. Para ele, os empréstimos para outros países é problemático. Por fim, a investigação veio.

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Em uma auditoria de 48 mi do BNDES iniciada em 2018, afirma-se que não há indícios de corrupção em todas as operações investigadas. Diante disso, é possível que a população faça algumas conclusões. Por um lado, aparentemente as desconfianças sobre corrupção e empréstimos ilegais ou prejudiciais para outros países são infundadas. Ademais, 48 milhões de reais de dinheiro público foram gastos em uma investigação que chegou a uma conclusão inesperada para o governo. No final das contas, de que valeu essa movimentação toda?

Nesse contexto, o que você pensa sobre essa auditoria de 48 mi do BNDES? Acredita que valeu a pena o investimento financeiro? Deixe seu comentário abaixo! Por fim, não esqueça de conferir nossos outros artigos para ficar por dentro do mundo da economia e das atualidades!

Fonte: Folha de São Paulo

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